terça-feira, 6 de julho de 2010

África um Som

A copa do mundo está acabando, um evento que mexe com muitas pessoas. Nesta oportunidade foi com a África, não somente o país sede, África do Sul, e sim com o continente todo.

Fica até redundante falar sobre as barbáries cometidas com o povo negro africano. Por anos, mesmo após o fim da escravidão, fim do apartheid..., restou uma dívida com esse povo. Este é o momento de superação do passado, de mostrar ao mundo que a África tem seu papel na comunidade internacional. É hora do gigante continente ser reconhecido e receber ajuda, para definitivamente emergir entre seus iguais.

Como forma da sensibilidade dos africanos, segue uma música tradicional.

Sem dúvida, a música mais popular da África do Sul. Não há quem não saiba cantá-la. Virou um hino, quase um mantra. Ela se popularizou, principalmente, porque transmite um sentimento entendido mesmo por quem não faz a menor idéia do que diz a letra.

Shosholoza, em Zulu, quer dizer “siga em frente”, em uma tradução livre. Nasceu cantada por negros que trabalhavam nas minas. Fala sobre seguir em uma fuga em trens que partem da África do Sul, uma metáfora de quem sonhava, um dia, livrar-se da opressão. Ela virou, claro, uma canção anti-apartheid, mas transformou-se, sobretudo, num símbolo da cultura negra. Aos poucos deixou seu ar melancólico e virou sinônimo também de celebração.

É uma música do povo. A musica foi imortalizada na conquista da copa do mundo de Rugby, em 1995.
Aqui no Brasil, poderíamos entender como o famoso: “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”.

Aqui está a letra:

Shosholoza, shosholoza (Seguindo adiante, seguindo adiante)

Ku lezontaba (Através destas montanhas)

Stimela sphuma eSouth Africa (Trem da África do Sul)

Wenu yabaleka (Você está indo embora)

Wenu yabaleka (Você está indo embora)

Ku lezontaba (Através destas montanhas)

Stimela siphum’ eSouth Africa (Trem da África do Sul)

Um comentário:

  1. Que lindo, Samu!! Sempre gostei de música africana... mas essa é maravilhosa...

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