quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Engolir Sapo é Uma Arte e Faz Parte

Quem não já “engoliu sapo” na vida? Deve existir gargantas e estômagos virgens nessa área. Em compensação, devem existir os engolidores diários.
O pior é que a coisa vem a seco, sem nem ao menos um suquinho pra ajudar a empurrar.

Dizem os entendidos em sapologia, que a origem da associação do sapo com algo nada delicioso vem das Sagradas Escrituras. Num determinado capítulo do livro do Êxodo, um rebelde Faraó recebeu como castigo de Deus uma série de pragas, uma das quais se constituía de uma invasão de milhares de rãs (ou de sapos). Segundo a narrativa, o Faraó encontraria o bicho saltitante em todos os lugares possíveis e imagináveis do seu palácio (fonte de pesquisa: google).

Claro que essa iguaria indigesta tem uma razão de ser óbvia: o “sapo” vem sempre do superior, no caso profissional. Mas, existe os “sapos” que surgem dos colegas, e por uma questão de educação ou não querer começar uma “briga”, esses “bichinhos” são “degustados”.

Inclusive, as coisas hoje estão cada vez mais fáceis porque, graças ao avanço tecnológico, sobretudo da Informática, atualmente já se pode mandar “sapos” por e-mail! Chique, né?

Mas, convenhamos: na verdade, não há nada de errado em “engolir sapos”, desde que algumas condições sejam observadas.

Por exemplo: - Quando seu emprego depende da sua capacidade digestiva. Aí tem que comer. E, em alguns casos, até pedir bis! Porque se trata de um caso de sobrevivência profissional.

- Quando você aprendeu a desenvolver anti-corpos emocionais contra “sapos”. Em outras palavras: quando há um canal de comunicação livre e desimpedido entre seu ouvido direito e o esquerdo – ou vice-versa. Traduzindo: quando você deixa o “sapo” entrar por um ouvido e sair pelo outro, sem descer para o estômago – e muito menos para o coração.

Mas nem tudo está perdido: garanto-lhe que se você treinar direitinho, você vai aprender a rir dos lançadores de “sapos”. Principalmente porque eles não têm a aparência de quem está se divertindo. Pelo contrário, quase sempre parecem “enfezados”, gritam, xingam, acusam, esmurram a mesa e soltam perdigotos.

Um conselho útil para ninguém precisar mais “engolir sapos” e ir correndo chorar no banheiro: inverta a premissa psicológica tente transformar os “sapos” enviados em sua direção em “príncipes”. É uma alquimia simples: basta misturar bem alguns ingredientes facilmente encontráveis em qualquer bom coração de qualquer esquina da vida: uma pitada de compreensão, outra de tolerância, mais uma de compaixão, um tiquinho de paciência e afeto e bom humor à vontade – ou como se diz em culinária: ao gosto.

As pessoas lançadoras de sapos, se acham as donas daS verdadeS, que seus ideais são os corretos, falam em tolerância mas, na verdade não entenderam o significado, pisam em outras pessoas com a raiva que acreditam aniquilar os outros, mas no fundo estão matando a si mesmas e nem perceberam.

Para encerrar, quero apenas registrar uma curiosidade que há tempos vem me intrigando: de onde será que os “arremessadores de sapos” diários conseguem tanto estoque?

Um comentário:

  1. ahahaha meu, seus textos estão ficando cada dia mais inteligentes e bem humorados!! adorei!! ahahah

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