segunda-feira, 8 de abril de 2013

Política pra que?


Quando o assunto é política muitos torcem o nariz, saem de fininho, dizem que é como futebol e religião: não se discute! Confundem que política se trata apenas de relação partidária e seus membros eleitos para cargos públicos. Querendo ou não, fazemos política do momento em que acordamos com um bom dia aos familiares, pelas atividades corriqueiras, até o momento de dormir.
Relacionamento, convívio, liberdade e consenso são alguns poucos exemplos do que compõem a arte e ciência política. Parte integrante da formação pessoal, aprendemos que a harmonia e equilíbrio se faz necessário para manter a nossa ligação em uma comunidade.
Fazer distinção entre a política praticada por nossos governantes, com a realizada por todos os cidadãos dia a dia, compromete a qualidade e o serviço prestado por àqueles que ocupam cargos representativos nas três esferas de Poder.
Pensemos numa casa com uma família na média brasileira, com seu orçamento financeiro (salários), seus investimentos (compra de algum bem ou serviço), suas obras (ampliação, melhoria ou decoração), saúde (exames, consultas e remédios), educação (básica, média e superior), entre tantos outros fatores presentes em um lar, bem como as pessoas que gerenciam algumas ou todas as funções para o equilíbrio doméstico.
Qual a diferença para uma Prefeitura ou Câmara Municipal? Por que em um lar funciona e quando se trata de um Governo, digamos, não funciona tão bem? A justificativa, dizem, é o tamanho, a complexidade e o número de pessoas que tem proporção bem maior que num ambiente reduzido, na comparação com a casa. Será mesmo?
Percebemos que a metodologia, aplicada numa residência, é parecida (pra não dizer igual) quando falamos em governar. Temos aí um bom motivo pra discutir política, já não se trata mais de algo distante, difícil ou inacessível. Todos nós fazemos política, e devemos continuar fazendo além de nossas relações sociais, para que os representantes possam ter o cuidado e espírito de servir nas decisões que atingem a vida de cada um.
Uma maior atenção é necessária da população para com seus governantes, principalmente que haja a discussão desde a formação escolar onde se cria o pensamento político/social, como diria o grande Paulo Freire: “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
Parece texto folclórico? Quando os governantes resolvem criar, do nada e sem explicações, taxas e impostos novos e há um movimento organizado da população contra esse abuso, qual é o final dessa história?
Que esta página possa contribuir para o engrandecimento do “pensar e discutir política”, e que todo cidadão e cidadã possa cada vez mais se interessar e ficar atento com as realizações, ou a falta, de sua cidade, pois esta se trata de uma simples extensão administrativa de cada residência.
Um abraço!

(texto originalmente publicado em: http://protti.com.br/politica/?p=174)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu recado